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Entenda: Como a taxa Selic baixa pode influenciar o consumo. Taxa básica de juros Selic está em 2,25% ao ano


por Líder Serviços Contábeis em 06/07/2020

A taxa Selic, chegou ao menor nível ao ser fixada, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 2,25% ao ano, algo já era esperado pelo mercado financeiro.

Segundo o BC, os juros reduzidos nas últimas  reuniões estão relacionados com os impactos econômicos da pandemia e que, existe a possibilidade de haver nas próximas reuniões, um ajuste residual no estímulo monetário.

A partir da definição da taxa Selic,o Banco Central procura moderar  a inflação do Brasil fazendo com que ela permaneça dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Foi definido para este ano a meta de 4%, com 1,5 ponto percentual do intervalo de tolerância tanto para cimo como para baixo. Sendo a margem inferior 2,5% e a superior, 5,5%. Por conta do desaquecimento da economia, causado pela pandemia, o mercado financeiro elabora inflação abaixo do piso da meta.

Com a baixa na inflação e como o país vem registrando até deflação, como ocorreu em maio, o Banco Central tem conseguido cortar a Selic. Em outros momentos, ao reduzir a Selic,  o BC acaba por estimular a economia. Com os juros mais baixos, fica mais fácil tornar o crédito mais barato ocasionando aumento de investimentos e do consumo em geral. 

No entanto, os bancos acabam por considerar outros fatores, além da Selic,  na hora de definir as taxas e oferecer crédito, como o risco de inadimplência, despesas administrativas e o próprio lucro.

Sendo assim, por mais que haja baixa na Selic, neste momento, os consumidores ainda estão preocupados com gastos pois temem ficar desempregados, e os bancos não reduzirem os juros por medo de inadimplência.

Especialistas da área de finanças dizem que uma coisa é certa: se a Selic cai, caem também os rendimentos dos investimentos.

Outro investimento que acaba tendo baixa em seus rendimentos com a redução da Selic, é o da poupança. Isso ocorre pelo fato  dos rendimentos da poupança serem 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR). Mesmo assim, a poupança ganha em rendimento de investimentos em fundo de renda fixa, porque não é cobrado  Imposto de Renda e taxa de administração.

No mês de maio, houve um registro maior de aplicações por conta das pessoas estarem consumindo menos e guardando mais como forma de prevenção. Isso aconteceu também porque o auxílio emergencial é creditado na poupança social da Caixa.

O momento é bom para investir na bolsa?

Na época atual, é aconselhável  investir na bolsa somente aqueles que aceitam correr risco e tem como objetivo investimento de longo prazo. Com a crise, os resultados das ações serão afetados. Isso não se aplica a investimentos que não hajam riscos de perder o valor aplicado.

E para obter empréstimos e renegociação de dívidas?

Este pode ser o momento ideal para renegociar dívidas com o banco. Como os bancos querem diminuir a porcentagem de inadimplência, os consumidores podem conseguir taxas de renegociação ainda melhores.

Mercado imobiliário

Os bancos têm sido mais rígidos em relação a crédito imobiliário. Os usuários precisam ter cautela neste momento de incertezas, e não é indicado assumir uma dívida tão alta de longo prazo.

Ainda, aqueles que pretendem investir em um imóvel, este pode não ser o melhor momento pelo fato das empresas estarem revendo a necessidade de manter a empresa no aluguel ou se é melhor estimular o home office. Além do que, com o desemprego pode ser mais difícil alugar o imóvel comprado para este fim, e ainda ter que assumir os custos com IPTU e condomínio.

Qual o cenário atual do consumo?

Em situação de consumo mais baixo, as empresas podem fazer preços melhores para conseguir vender mais. Entretanto, é recomendado aumentar o volume de compras em casos de promoções realmente boas. O momento é de instabilidade e a recomendação é economizar.